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Meu negócio não tem site

Isso não te deixou para trás

A resposta curta é que quase metade das pequenas empresas do país está na mesma situação, e o número não se mexe há anos. A resposta longa é sobre o outro lado disso: alguma coisa já responde quando alguém digita o nome do seu negócio, e ela não foi escrita por você.

O número que muda o assunto

Metade tem site. A diferença está no tamanho.

A pesquisa TIC Empresas, do Cetic.br, mediu o tamanho exato da coisa: 52% das pequenas empresas brasileiras — ali, as de 10 a 49 pessoas ocupadas — têm site próprio. Entre as médias são 77%; entre as grandes, 85%. O mesmo indicador, três portes, e ele cresce junto com a empresa.

E o número está parado. Quatro anos antes ele era 51%: um ponto percentual em todo esse tempo. Não foi uma onda que passou e deixou você na areia, foi um empate que ninguém desfez.

Isso muda o que a falta quer dizer. Ela não é atraso, porque atrás de quem você estaria — da outra metade, que também não tem? O que a falta cobra é outra coisa, e cobra todo dia: quem responde pelo seu nome na internet hoje não é você.

Dá para conferir agora, e é melhor conferir do que acreditar: pegue o celular e busque o nome do seu negócio junto com a sua cidade. Alguma coisa aparece — um perfil, um aplicativo de entrega, uma lista de telefones, uma ficha que um desconhecido cadastrou. Olhe quantas dessas linhas foram escritas por você.

Os quatro percentuais são da pesquisa TIC Empresas 2023, do Cetic.br, divulgada em 14 de maio de 2024 (cetic.br). Ali, “pequena empresa” é a de 10 a 49 pessoas ocupadas — MEI e negócio tocado por uma pessoa só ficam fora dessa conta. Não é medição nossa.

O que um endereço seu responde

Cinco perguntas, sem você atender

Quem procura um comércio pequeno quer saber quase sempre as mesmas coisas, e quer saber antes de falar com alguém.

  • O seu nome, no alto. Uma página em que a primeira linha da tela é o nome do seu negócio, e não o de um aplicativo que revende o seu.
  • Se está aberto agora. O selo confere o relógio no instante em que a página abre e responde contra os dias e as horas que você declarou. Não há nada para virar toda manhã.
  • Onde fica, com rota. Endereço, mapa e o botão que abre a rota no Google Maps. “Perto da praça” só orienta quem já mora no bairro.
  • Como é o lugar por dentro. As fotos que você manda viram um passeio curto e sem som: a fachada, a porta, o balcão. É o que a pessoa queria ver antes de sair de casa.
  • Por onde falar, em um toque. Um botão de WhatsApp com a conversa já começada, em vez de quatro ícones disputando o primeiro toque de quem acabou de chegar.

Nada disso sai de um texto pronto esperando um nome. A manchete fala do que o seu negócio faz, a cor vem do seu logo ou da sua foto de capa, o vídeo é do seu salão e o horário é o que você atende. Dois sites feitos assim não se parecem, porque o material que entrou em cada um veio de um lugar diferente.

O que o site tem

O que passa a existir

Conte o que o site responde antes de alguém rolar a tela: o que a casa oferece e, vindo o endereço e o horário, em que bairro fica e se está atendendo neste minuto. O botão de contato chama o WhatsApp ou o telefone que você informou. Mais abaixo, “Traçar rota” abre o Google Maps.

Para os outros ramos, o que faz cada site sair diferente. E as duas páginas vizinhas desta, se a sua dúvida for mais de começo que de fim: por onde uma presença online começa e o que faz um negócio aparecer no Google.

Quatro telas, e a resposta passa a ser sua

O nome do negócio, as fotos do lugar, os contatos que você já usa e onde fica. São quatro perguntas, uma por tela, e a montagem acontece do lado de cá depois que você responde a última.

Montar é grátis e não passa por cartão nenhum. O seu site começa a responder sem nada a pagar e não expira. Em cima fica uma faixa fina da IUKA — quem depois quiser trocar a cor, o texto ou as fotos chega até nós por ela, e é o que a mensalidade de R$ 139,90 cobre.