AllMyLinks ou site próprio
Uma lista guarda o que fica parado. E o que muda no meio da tarde?
Quem procura uma alternativa ao AllMyLinks quase sempre quer a mesma coisa: um endereço só para pôr na bio. Se o que você tem é um comércio com porta para a rua, vale olhar antes para o tipo de informação que uma lista não consegue segurar. Não é defeito dela — é o que uma lista é.
O que o produto promete
Ele foi feito para quem troca de link
A página inicial do AllMyLinks diz para quem ele serve sem rodeio. A chamada é “Finally, all my links in one place!”, e logo abaixo vem a promessa que explica o resto: “Never change your bio link again!”. A terceira frase nomeia a rotina que o produto encurta — “Keep your followers up to date with all your current social accounts”.
Leia pensando em quem escreveu isso. É gente cujos destinos não param quietos: entrou numa rede, saiu de outra, abriu canal, fechou loja, mudou de plataforma no meio do ano. Para essa pessoa o problema é real e a solução é boa — um endereço fixo na frente de um monte de coisa que se mexe. E é de graça, sem propaganda na página.
Só que o seu problema é o contrário desse. A sua loja não mudou de rua neste ano. O telefone é o mesmo de sempre, o Instagram é aquele, o WhatsApp também. O que não fica parado no seu negócio não é o link: é a resposta para “dá para ir agora?”.
As três frases citadas estão na página inicial de allmylinks.com, lida em 18/09/2026. Ficaram em inglês porque é como estão lá, e aspas valem palavra por palavra. Não são medições nossas, e o site deles pode mudar depois desta data.
Duas naturezas
Separe as informações do negócio em duas pilhas
Uma delas você escreve uma vez e esquece por anos. A outra troca de resposta hoje à tarde, sem ninguém tocar em nada.
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Fica parado
O nome. A rua e o número. O telefone. O perfil e a conversa que você já usa todo dia.
Uma lista de links dá conta dessa pilha inteira, e o AllMyLinks dá sem cobrar nada.
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Muda enquanto a pessoa lê
Se está aberto neste minuto. O dia em que você fecha mais cedo. O intervalo do almoço. O feriado da semana que vem.
Não há linha de lista onde isso caiba: não é um destino, é uma resposta que depende da hora em que perguntaram.
Errar a primeira pilha custa pouco: um link velho leva a pessoa para um perfil desatualizado e ela dá de ombros. Errar a segunda custa a visita inteira — quem pegou o carro achando que estava aberto e encontrou a porta fechada não volta no dia seguinte para conferir. Esse é o único erro do seu negócio na internet que tem custo de combustível.
É a segunda pilha que decide se a pessoa sai de casa, e é por isso que o site que a gente publica calcula em vez de exibir. O selo de aberto ou fechado é refeito toda vez que alguém abre a página, contra o horário que você preencheu: quem chega às 21h40 de um domingo lê uma coisa, quem chega às nove da manhã de terça lê outra. Ninguém precisa lembrar de trocar nada.
No mesmo lugar ficam o endereço escrito com botão de rota, o horário da semana inteira e o vídeo do próprio lugar, montado a partir das fotos que você mandou — a cor do site nasce do seu logo quando existe um, e da foto de capa quando não existe.
E nada disso pede que você abandone a sua lista. Ela continua útil para o que ela faz bem — juntar destinos num lugar só. O que muda é para onde a primeira linha dela aponta: em vez de mandar quem chegou para mais uma escolha, ela passa a mandar direto para a página que responde onde fica, que horas abre e como chegar.
Se a ferramenta que você está comparando é outra: a Linkin.bio da Later monta a página a partir das suas publicações, e o znap.link trocou de nome no meio do caminho.
Quatro perguntas, e a gente monta
O nome do negócio, as fotos, um contato e onde fica. A sua lista de links continua exatamente onde está — só que agora apontando para uma página que sabe dizer se você está aberto.
Montar não tem custo e cartão não é pedido em momento nenhum. Antes da primeira mensalidade, quem abrir o endereço encontra no alto uma tarja vermelha escrita “Site em testes” — nenhum prazo a apaga, só a assinatura.