Início

Campsite.bio ou site

O plano grátis do Campsite é generoso. Generoso no problema que você não tem.

Quem procura uma alternativa ao Campsite normalmente já usou e gostou: o plano gratuito é de verdade, cabe link sem limite e ninguém fica empurrando upgrade na sua cara. Então a pergunta não é se ele é bom. É para qual trabalho toda aquela generosidade foi desenhada.

Uma palavra entrega o projeto inteiro

Audiência não é freguesia

A página de preços do Campsite resume o plano gratuito numa linha só, e ela diz para quem o produto foi feito:

“Our free-forever plan has all of the basics to help your audience grow.”

Em português: o plano gratuito permanente deles tem tudo o que é básico para ajudar a sua audiência a crescer.

A própria descrição daquela página de preços diz a quem o plano pago se dirige: “Compare our free forever plan with our paid plan for Brands, Agencies, and Marketing Teams.” — marcas, agências e times de marketing. É um retrato nítido de quem eles atendem, e dito por eles.

Audiência é um público que acompanha você de onde estiver. Um músico tem. Um criador de conteúdo tem. Uma marca que vende para o Brasil inteiro tem. O seu comércio de rua tem outra coisa, e ela nem se parece com isso: um raio. As pessoas que podem comprar de você nesta semana cabem dentro de um mapa, e a esmagadora maioria delas não te segue em lugar nenhum.

Os dois trabalhos puxam para lados opostos. Fazer audiência crescer é somar gente de qualquer lugar, e para isso um índice de links é ótimo — cada seguidor novo já chegou decidido, só precisa saber para onde ir. Fazer um comércio de bairro vender é convencer quem já está a dez minutos dali a levantar e ir. Essa pessoa não chegou decidida. Ela está decidindo agora, e decide olhando o lugar.

A frase entre aspas é o texto do próprio Campsite, em inglês, na página de preços deles (campsite.bio/pricing), consultada em 18/09/2026. Não é tradução oficial nem medição nossa, e eles podem ter reescrito depois disso.

A prova

O que faz alguém atravessar a rua

Três perguntas decidem uma visita, e nenhuma delas é respondida por uma lista de destinos: onde fica, está aberto agora, e como é lá dentro.

O endereço vem escrito por extenso, com o botão que abre a rota já montada no Google Maps e o mapa logo abaixo. O horário vem a semana inteira, com um selo de aberto ou fechado que confere o relógio toda vez que a página é aberta — inclusive no domingo à noite, que é quando a dúvida aparece.

E o “como é lá dentro” vira um vídeo curto da sua fachada e do seu salão, montado a partir das fotos que você mandou, rodando mudo atrás do título. Nada disso é enfeite: é a informação que a pessoa buscava e não achava. As cores do site saem do seu logo, quando você tem um, e da sua foto de capa quando não tem — o resultado se parece com o seu negócio, porque foi feito das coisas dele.

E o site não nasce solto. Quando o seu negócio já tem ficha no Perfil da Empresa no Google, ela entra declarada no código da página como sendo a mesma empresa — a forma mais direta de dizer que o site e a ficha são o mesmo lugar. Isso não compra posição nenhuma, e ninguém sério promete isso; é só a ligação, feita onde dá para ler.

Se a comparação que você queria era com uma página mais enxuta, a solo.to devolve o link para o seu perfil. E se o nome que você tinha em mente era outro, o Instabio hoje se chama Linkbio e diz de onde espera o seu tráfego.

Guarde os links. Acrescente o lugar

O formulário tem quatro passos e nenhum pede conhecimento técnico. A sua página de links continua exatamente onde está — e passa a ter para onde mandar quem quer ir até você.

A montagem não custa nada e cartão não entra nela. Enquanto a assinatura não começa, o site sobe com uma tarja vermelha de “Site em testes” no alto — ela não tem prazo para cair sozinha.