Site para clínica
A norma do conselho cita o site com todas as letras
A resolução de publicidade médica cita sites com todas as letras e lista o que não pode ser dito. Esta página é sobre o que sobra — que é curto, e é a mesma coisa que a pessoa foi procurar no celular.
O que a resolução escreve
Prometer bom resultado está vedado
A Resolução CFM nº 2.336/2023, do Conselho Federal de Medicina, dispõe sobre publicidade e propaganda médicas. O artigo 6º diz que “em redes sociais, blogs, sites e congêneres, onde ocorrer publicidade ou propaganda de assuntos médicos”, os dados do artigo 4º — nome, registro no CRM acompanhado da palavra médico, e a especialidade com o RQE, quando houver — devem ficar na página principal do perfil.
O artigo 11 é a lista do que é vedado. No inciso XII, “garantir, prometer ou insinuar bons resultados do tratamento”. No XVI, portar-se “de forma sensacionalista ou autopromocional”.
O artigo 5º trata das peças de publicidade e propaganda de hospitais, clínicas e outros estabelecimentos assistenciais à saúde, “em ambiente físico ou virtual”: em local visível têm de constar o nome do estabelecimento com o registro no CRM e o nome do diretor técnico médico com o número de inscrição dele.
A resolução para aí, e daqui em diante a leitura é nossa. Ela descreve o que não cabe; o que sobra cabe em três linhas — onde a clínica fica, quando atende e por onde se fala com alguém. É a mesma lista que a pessoa digitou, o que põe a regra e o visitante do mesmo lado.
Os trechos entre aspas são da Resolução CFM nº 2.336/2023, do Conselho Federal de Medicina, publicada no Diário Oficial da União de 13 de setembro de 2023 (edição 175, seção 1, página 312): artigos 5º, 6º e 11, incisos XII e XVI. O texto integral está no portal de normas do CFM.
A IUKA não presta orientação jurídica nem ética. Quem responde consulta sobre publicidade médica é a Comissão de Divulgação de Assuntos Médicos do CRM do seu estado, prevista nos artigos 15 e 16 da mesma resolução.
O que a clínica tem para mostrar
Informar já basta
Quem procura uma clínica no celular quer saber onde ela fica, se atende hoje e como falar com a recepção. Nenhuma dessas respostas promete nada.
- A recepção por dentro, em vídeo mudo. O pedido é de 5 a 11 fotos batidas no celular, e até oito delas viram um passeio curto. Na foto do salão a régua recusa rosto reconhecível de cliente, e diz por quê. A decisão final é sua: dá para insistir e manter a foto — por isso vale conferir antes de mandar.
- Os dias em que atende. Vindo horário com o seu perfil, entra a tabela da semana, com os dias fechados escritos como fechados, e com ela o selo de aberto ou fechado, refeito a cada abertura da página.
- Onde fica, sem margem a engano. Vindo o endereço do perfil, entram o mapa embutido, um botão que abre a rota no Google Maps e outro que copia o endereço.
- Acesso, e o que mais o perfil declarou. Entra um bloco de três grupos fechados — acessibilidade, pagamentos, estacionamento — com doze rótulos possíveis, entrada e banheiro acessíveis entre eles. Só aparece o que o perfil marcou.
- Por onde a recepção atende. Com um link de WhatsApp no pedido, o botão principal já abre a conversa com o assunto escrito. Só com telefone, ele disca. Sem os dois, leva ao contato que você deu, rotulado “Falar com a gente”.
Onde ele para, e aqui a lista é longa de propósito: não há agenda nem confirmação de consulta, não há prontuário, não há receita e não há teleconsulta. Nenhum dado de paciente passa por este site. E os dados que os artigos 4º e 5º mandam constar são da clínica: ninguém aqui confere inscrição em conselho.
A prova
A amostra convida a agendar e não tem agenda
Clínica publicada por aqui ainda não existe. A amostra mais parecida no gesto é uma academia: hora combinada, alguém atendendo, a pessoa voltando outras vezes.
É uma demonstração do produto, deixada no ar para ser aberta. Ninguém treina a partir dela.
O bloco que fecha a página se chama “Agende sua aula experimental.” e o botão principal diz “Agendar aula experimental”. As duas frases foram escritas a partir do que o perfil e as avaliações já dizem daquele negócio. E não há calendário nenhum ali: o botão abre o WhatsApp com a mensagem pronta, e ao lado dele outro disca o telefone.
Numa clínica a cena seria a mesma. A palavra pode continuar sendo agendar; o gesto é uma conversa com quem já atende a sua recepção.
Todas as demonstrações estão numa página. Dois vizinhos de rua que também atendem de porta aberta: o site de uma farmácia e o de uma ótica. Das fotos pedidas, três têm ângulo combinado: a fachada, a porta e o salão.
Comece pelo nome na placa da porta
São quatro passos. Tenha à mão o nome como ele está registrado, as fotos do celular e um número que a recepção atende. Logo no começo você procura a sua clínica pelo nome e pela cidade: com ela chegam o endereço, o pino do mapa e o horário que o perfil declarar.
Criar não tem custo e nenhum passo pede cartão. Enquanto a assinatura não começa, o site fica no ar com uma tarja vermelha de “Site em testes” no alto — ela não cai por tempo decorrido: sai no dia da primeira mensalidade, de R$ 139,90, com hospedagem e manutenção incluídas.