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O que um site de negócio precisa ter

A lista é curta, e quem a dita está na calçada

As listas do ramo costumam vir cheias: sobre nós, blog, depoimentos, formulário, newsletter. Quase nenhum desses itens responde o que a pessoa parada na sua porta está tentando descobrir.

O que já foi publicado

Seis campos, e um deles é o seu site

A Ajuda do Perfil da empresa no Google descreve o que aparece quando alguém procura um comércio por perto: “Esses perfis incluem o local, os dados de contato, o site da empresa, o horário de funcionamento, fotos e avaliações.”

Repare no terceiro item. A ficha que o Google monta reserva um campo para um endereço que ela própria não é. O site não repete a ficha: ele é o destino de uma das linhas dela.

Daqui em diante a leitura é nossa, não do Google. A ficha entrega cada coisa em uma linha, e linha não convida ninguém a entrar: ela informa. A lista curta abaixo é sobre o que uma linha não faz — e é por isso que ela cabe em quatro.

Lista comprida não é generosidade: cada item vira uma decisão que alguém terá de tomar depois e mais uma coisa para desatualizar. A lista de baixo é o contrário disso. Cada linha existe porque alguém desiste sem ela.

A frase entre aspas está na Ajuda do Perfil da empresa no Google, na página “Sobre o Perfil de empresa no Google e o perfil da marca” (support.google.com/business/answer/16394780), consultada em 13/09/2026. A enumeração é deles; o que vem depois do marcador “daqui em diante a leitura é nossa” é conclusão nossa.

A lista curta

Quatro perguntas, e o que encerra cada uma

Não é um índice de seções bonitas. É o que uma pessoa quer confirmar com o celular na mão, e o que precisa estar na página para ela parar de procurar.

  • “Está aberto agora?” Quando o seu perfil traz o horário, ele vira a semana inteira em tabela, com o dia de hoje marcado, e um selo recalculado a cada visita em vez de escrito à mão uma vez e esquecido.
  • “Onde fica, e como eu chego?” O endereço completo em uma linha, o botão que abre a rota no aplicativo de mapas, o botão que copia o endereço e o mapa carregado ali mesmo.
  • “Como eu falo com alguém?” O contato que você deu, no alto da tela e depois flutuando no canto — e se for WhatsApp, com a mensagem já escrita, para a conversa começar no assunto em vez de num “oi”.
  • “Como é lá dentro?” Um vídeo curto no topo, montado com as fotos que você mandou, rodando mudo e em repetição — um passeio, não uma grade de fotos soltas.

O que muda de um negócio para outro não é a lista: é o que entra nela. O vídeo é do seu salão, a tabela é do seu horário, a frase do alto fala do que você vende, e a cor sai do seu logo — ou da sua foto de capa, se não houver logo. Nada disso existe antes de você mandar o material.

E há o que fica de fora, por decisão e não por falta: carrinho de compras, reserva de horário e cardápio com pedido não entram. Bloco a mais é rolagem que ninguém pediu, e o primeiro deles a desatualizar estraga a confiança nos outros três.

A prova

As quatro linhas, numa página que abre agora

Dá para conferir item por item antes de acreditar em qualquer linha daqui. O endereço abaixo foi publicado pela IUKA como demonstração do produto, e loja nenhuma o usa como sendo o site dela.

Loja de Decoração Exemplo decoracao-exemplo.iuka.com.br

Desça até “Como chegar”: o endereço, a rota, o copiar e o mapa estão os quatro no mesmo bloco. Ao lado, “Quando abrimos” traz a semana em tabela e o selo, que só aparece depois que o relógio responde. O vídeo do topo foi montado com as fotos daquela loja.

Cada uma das quatro linhas tem um mecanismo atrás, e três deles têm página própria: o botão de WhatsApp e a mensagem que já vem digitada, o horário de funcionamento e o selo de aberto agora e o vídeo do estabelecimento, montado das fotos.

Demonstrações de outros ramos abrem na lista de exemplos. Se a sua dúvida seguinte é se tudo isso cabe numa tela só, ela tem página própria: site de uma página, e por que a conta de páginas não é o critério. Se o seu CNPJ é de microempreendedor, site para MEI parte de outro lugar.

Você já tem o que a lista pede

São quatro telas, uma pergunta em cada: o nome como está na placa, as fotos do celular, um contato que você já usa e onde o negócio fica. A lista de cima sai inteira dessas quatro respostas.

Montar é de graça e nenhum cartão é digitado nesse caminho. O endereço sobe com uma tarja vermelha escrita “Site em testes” atravessada no alto, sem contagem regressiva de nenhum tipo — ela sai quando a primeira mensalidade entra, de R$ 139,90 ao mês.