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O aparelho é do outro, e ele sabe disso

Antes de perguntar quanto custa, quem está com a tela quebrada decide em quem confia o aparelho. Esta página é sobre o que a sua bancada mostra a essa pessoa enquanto ela ainda está do lado de fora.

O que se deixa no balcão

São 272 milhões de celulares, e um de cada vez

A Pesquisa Anual do FGVcia, da Fundação Getulio Vargas, contou 1,3 smartphone por habitante no país, totalizando 272 milhões de celulares inteligentes em uso. Com notebooks e tablets, chega a 460 milhões de dispositivos portáteis.

O levantamento conta aparelhos em uso. Ele não conta consertos, e nós também não temos esse número.

Daqui em diante a leitura é nossa. Um aparelho desses não é um objeto entre outros: dentro dele estão as fotos, o banco, as conversas e a chave de acesso a quase tudo. Entregá-lo no balcão de um desconhecido é a parte difícil, e ela vem antes de qualquer orçamento.

Por isso as duas primeiras perguntas raramente são de preço. São “quem é você” e “quando fica pronto”. A segunda depende do que aparece quando o aparelho abre; a primeira o site responde inteira, antes de a pessoa sair de casa.

O 1,3 smartphone por habitante, os 272 milhões de celulares em uso e os 460 milhões de dispositivos portáteis são da 36ª edição da Pesquisa Anual do FGVcia sobre o Mercado Brasileiro de TI e Uso nas Empresas, do Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas, divulgada em junho de 2025. Ela mede aparelhos em uso, não reparos nem oficinas, e não é levantamento nosso.

O que a assistência tem para mostrar

Confiança se mostra antes de ser pedida

Conserto é invisível até o aparelho voltar funcionando. Antes disso o que se mostra é o lugar, quem atende e o que já disseram de você.

  • A bancada, em vídeo. Até oito das suas fotos viram um passeio curto: a fachada, a porta, o balcão, a bancada com as ferramentas à vista. Quem vai deixar um aparelho quer ver onde ele fica.
  • O que já disseram de você. Havendo avaliações no seu perfil do Google, o site traz até três delas com as estrelas que têm. Entram as de nota quatro ou cinco, desde que não sejam curtas nem longas demais e não tragam ressalva escrita. Sem nenhuma que passe, o bloco não existe — e nenhum depoimento é escrito por nós.
  • Se dá para passar hoje. Os sete dias em tabela, com o de hoje marcado, e um selo que confere o relógio a cada abertura da página: “Aberto agora”, ou “Fechado” já com a hora em que você volta. Depende de o seu perfil declarar esses horários.
  • O endereço, sem caça ao tesouro. Endereço por extenso, mapa embutido e o botão “Traçar rota”, que abre o Google Maps já com o destino. Havendo endereço escrito, aparece ao lado o “Copiar endereço”, para quem vai levar o aparelho no lugar do dono.
  • O defeito, já na conversa. O botão de WhatsApp abre o chat com uma frase pronta dizendo de onde a pessoa veio e o que quer; o modelo e o que aconteceu ela escreve depois. Havendo só telefone, vira uma ligação; sem nenhum dos dois, vira “Falar com a gente” com o contato que houver.

O limite, dito agora: isto não emite ordem de serviço, não dá protocolo e não tem página de acompanhamento do conserto. Prazo depende de peça e do que aparece quando o aparelho abre, e tela que promete data vira reclamação. O site faz uma coisa inteira: mostra quem você é e entrega a conversa no seu WhatsApp.

A prova

De assistência ainda não — de prazo, sim

A demonstração mais próxima é uma metalúrgica, e a aproximação é nossa: a manchete dela fala em prazo, que é a palavra que decide aqui também.

Metalurgica Exemplo metalurgica-exemplo.iuka.com.br

Esse endereço guarda um site de demonstração montado pelo próprio iuka.com.br e mantido no ar para ser conferido. Nenhuma empresa trabalha a partir dele.

A manchete dela é “Soluções em aço com prazo” — a palavra prazo está no maior tipo da página, e não fomos nós que decidimos isso: ela veio do que já está escrito sobre aquele negócio, como viria do seu.

No fim da página há “O que dizem no Google”, com a avaliação que o perfil daquela empresa trazia e as estrelas dela. Sem avaliação de nota quatro ou cinco, esse bloco não é criado — nada é inventado para preencher o espaço.

Conserta outra coisa? As demonstrações estão reunidas numa página. Dois vizinhos que também recebem o bem de alguém: o site de uma oficina mecânica e o de uma loja de autopeças. As fotos vêm do seu celular, de 5 a 11, três em ângulo combinado: a fachada, a porta e o salão.

Tudo começa com a busca pelo seu nome

Quatro passos, cerca de cinco minutos. Separe o nome da assistência como está na fachada, as fotos do celular e um número em que alguém responde. Comece procurando o seu estabelecimento no Google pelo nome e pela cidade: ao confirmar qual é, o endereço e o ponto no mapa chegam prontos, e os horários vêm junto se o perfil os declarar.

Montar é de graça e dispensa cartão. Antes da primeira mensalidade o site já responde, com uma tarja vermelha de “Site em testes” no alto — não é prazo de teste: fica até a assinatura começar, a R$ 139,90 por mês, já com hospedagem e manutenção.